domingo, 19 de julho de 2009

Muito Obrigado

... missão cumprida.
Todos muito bem.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Teatro São Francisco

Centro Cultural Franciscano
Endereço: Lg. da Luz, 11
1600-498 Lisboa
Telefone: 217 140 515

Ver Centro Cultural Franciscano num mapa maior
O Teatro São Francisco situa-se no complexo do qual faz parte o Seminário da Luz, e o Externato da Luz. Entrada junto à Igreja do Seminário, é a mesma do Externato.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

À Coca das Broncas

Existe uma interessante rúbrica na revista francesa de cinema "Premiére" que se chama "Gare aux Gaffes".
Trata-se de um apontar a incongruências aos grandes filmes.
Na portuguesa versão da mesma revista, dirigida pelo meu velho amigo José Vieira Mendes, propus-lhe traduzir essa rúbrica para português, como "Á Coca das Broncas".
Foi então o título que dei a este artigo. Sim, repararam, eu sei.
Não vamos mexer mais no texto, o que está feito, feito está, como diz a Teté depois da actuação de Dança nos Jogos Florais de Santa Cecília. Mas à medida que os meninos tentam compreender os diáologos, resultado de sete meses de trabalho, vão se descobrindo as "broncas".
cá vai então a lista:
  1. Esta foi-me apontada ontem pela minha descendência Sofia Inês: como é que o Tommy tão novo tem uma mota? Só se a conduzir sem carta! Por outro lado a Flor tem mais idade que ele e chega atrasada ao encontro da partida para a Aldeia, por causa ... de não ter carta de mota. Mas o Nelo tem mota. Porque decide então inicialmente ir para a Aldeia de autocarro com a Flor?

domingo, 5 de julho de 2009

... quando sou fraco, então é que sou forte

Hoje na Missa das 9h30 na Igreja do Lumiar, tive dificuldade em conter as lágrimas, na leitura desta carta de São Paulo. Pedem me sempre para fazer as leituras quando prefiro uma intimidade com Deus num recanto da Igreja.
Mas a Missa é uma comunhão, uma comunidade unida pelo Amor de Deus.
Os tempos andam como andam, e eu não sou de ferro.
Abracinho a todos os que gostam de mim, apesar de todas as imperfeições.

2 Cor. 12,7-10.
E porque essas revelações eram extraordinárias, para que não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me
ferir, a fim de que não me orgulhasse.
A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
Mas Ele respondeu-me: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» De bom grado, portanto, prefiro gloriar-me nas minhas
fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.
Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.

domingo, 28 de junho de 2009

Bullying


Um dos temas centrais que os alunos elegeram para esta peça foi o fenómeno do bullying. Está ligado a outro tema que elegeram, e que é transversal a todas as idades do alunos na Classe de Expressão Dramática, que é a integração em grupos.
O Bullying é uma pressão silenciosa sobre uma vítima, um exercício de autoridade por via da agressão física e psicológica. A violência entre os mais novos em ambiente escolar, onde relações de poder se desenham por via da coação física, intencional, repetida e sempre direccionada para um só menor. Sobretudo nos rapazes, a estratégia passa por isolar socialmente a vítima, ostracizando-a, segregando-a. Outros perfis psico socias comparecem nas situações, que é por exemplo, os que não participando materialmente nos actos, assistem a eles, e não os denunciam. Há um pacto de silêncio subjacente, um medo generalizado de represálias.
Uma criança vítima de bullying irá ter traumas futuros, com implicações na alimentação, emprego, auto estima pessoal e social, nas relações humanas. Serão provavelmente pessoas que virão a ter medo de ter filhos, e um elevado risco de comportamentos tendentes ao suicídio.

Dois milhões de crianças na Europa são vítimas destas manifestações, onde existe uma preocupação das autoridades ligadas à segurança e à saúde. Em termos sociais e jurídicos existirá um embaraço à resolução de casos concretos, dado o cariz de inimputabilidade dos causadores.
Werner Katwijk estuda este fenómeno desde 1984. No seu país, dos 2,4 milhões de crianças holandesas, 385 mil serão vítimas de bullying, sendo que cerca de 75 mil têm um quotidiano infernal, tornando-se num custo para o reino dos Países Baixos na ordem dos 9000 Euro.

No nosso país, sobretudo associações ligadas à Igreja, como a Pro Dignitate, avançam com um numero de 40 mil crianças com a vida arruinada.

Bully em inglês significa valentão, fanfarrão, o fenómeno é relatado e reportado identificado com mais ou menos expressão em todas as culturas. O fenómeno para além do meio escolar existe no local de trabalho, na vizinhança, nos meios políticos e militares.

Neste nosso exercício de Expressão Dramática fica o registo desta preocupação dos nossos meninos. Não haverá como é evidente necessidade de fazer um trabalho de fundo com os pequenos actores para criar maior profundidade psicológica nos personagens (sobretudo nos agressores Tommy e a rapariga Liberdade). O texto está em jeito de paródia. Mas eles sabem onde estão a tocar.
Na composição dos personagens do Paco, Filipão, Jony, vítimas potenciais de bullying ouvimos um real e sincero lamento numa aula de Abril. Era a ficcção a desafiar a realidade.
Não era preciso avançar mais.
Não vamos fazer composições realistas.
Está lá tudo para quem quiser ver.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Personagens e Intérpretes

LARA – Carolina Barbosa
CAROL – Carolina Silva
ANNA - Constança Morais e Castro
DANY – Danilo Pereira
DINAMITINHO - Dinis Silvestre
DURÃO - Duarte Silvestre
LIPA - Filipa Cabecinha
PACO – Francisco Mineiro
NÁDIA – Inês Bom
INOCAS - Inês Mendes
JÚ - Joana Ferreira
JONY – João Carlos Conceição
FILIPÃO – João Filipe Perdiz
PAC - João Pedro Leal
MATILDE - Madalena Martins
WIKY - Mariana Freire
MÓNICA - Mónica Costa
FLOR - Patrícia Xavier
NELO - Pedro Laborinho
PETRA – Sara Silva
LIBERDADE - Sofia Inês
TETÉ - Teresa Nóbrega
TOMMY LEE - Tomás Almeida

sexta-feira, 12 de junho de 2009

logotipos do João Filipe


Posted by Picasa

Cena 41-(textos criados em classe)

19 ª Cena - ________________________ (Teresa Nóbrega)


(os betos e os rufias participam nos espectáculos florais)
BRUNO – sabes que para se decidir o vencedor do espectáculo, tem de se bater palmas, e o grupo com maior numero de palmas é vencedor.
RICARDO – ainda bem ! assim nós (rufias) ganhamos, ninguém vai bater as palmas aos nossos betinhos
(Sofia que faz parte do grupo dos rufias, tem uma paixão secreta por um dos betinhos (Salvador).)
SOFIA – olhem ! vocês que gostam de mim, podem fazer uma coisa?
CARLA, SÓNIA, INÊS e JOANA – diz!
SOFIA – quando for a vez de avaliar o grupo dos betinhos, vocês podem bater palmas? Please…
CARLA – não sei !
INÊS – se queres assim tanto !
SOFIA – obrigada Inês ! e vocês ?
SÓNIA, JOANA e CARLA – ok!
SOFIA – obrigada !
APRESENTADOR DO ESPECTÁCULO – muito bem! Já vimos as apresentações de todos os grupos, e finalmente chegou a hora de escolhermos o vencedor! Preparados?
(Ambos os grupos acenaram com a cabeça em sinal de sim).

APRESENTADOR – muito bem , plateia, que comecem as palmas para este grupo (grupo dos rufias)
PALTEIA - EHEHEHEHEH (batendo palmas e gritando de alegria para o seu grupo ganhar)


APRESENTADOR – ok temos aqui um candidato a vencedor! Mas agora temos de ver o que a nossa querida e estimada plateia achou do grupo 2?
(Sofia tinha pedido às suas amigas para baterem palmas mas elas estavam com medo, pois não pertenciam àquele grupo)

CARLA – eles até foram bons !
INÊS – Ya !!
(Joana começa a bater palmas, depois Carla e depois o resto das pessoas bateram)

SOFIA – Obrigada
APRESENTADOR - MUITO BEM ! Acho que temos um empate.


BETOS E RÚFIAS – O quê?
(Os betos disseram “O Quê” num sinal de espanto, porque não esperava que alguém lhe batessem palmas, os rufias disseram “O Quê?” mais em sinal de não acharem possível terem empatado com “aqueles”

SOFIA – acho que foi um resultado justo ! Não podoa estar mais contente ! Obrigada a todos !

Cena 40-(textos criados em classe)

18 ª Cena - _________________________ (Sara Silva)

DIOGO – está tudo a postos? Todos prontos?

TODOS – sim!

DIOGO – Oh Tiago o teu bigode não está bem posto, ajeita lá isso. Bem, nós somos mesmo geniais !!! Vai correr tudo bem, pessoal ! Ninguém vais deconfiar .. se não nos deixaram vir a bem, viemos a mal.!

JOÃO – mesmo !! não nos podemos é enganar a fazer o playback !!

DIOGO – exacto. Vá ! tá na hora pessoal, vamos.

TIAGO – temos mesmo que ter um grande número de palmas !.

PEDRO – e vamos ter ! vá , chega de conversas . Vamos.

(e vão )

CONCERTO

APRESENTADOR – XXXXXXXXXXXXXXXX

PÚBLICO – XXXXXXXXXXXXXXXX

RAPAZES – XXXXXXXXXXXXXXXX

PÚBLICO – XXXXXXXXXXXXXXXX

e mais acerca da escrita ...

É trabalhoso transcrever os diálogos que os nossos meninos criaram na classe. É delicioso e "mete-se a viola no saco", ou seja certos recados como estados de alma, e preocupações sérias dos nossos petizes.
O Teatro é a Vida, e ela não é perfeita.
A verdadeira inflação de personagens masculinos (mesmo por parte das meninas). Os rapazes aparecem em violencias no patio do recreio, a planifiucar tramoias. Os personagens femininos criados vão para "artistas" que cantam e tocam primorosamente, claro, e a "quem o stor não dá o devido valor" (esta era para mim, percebi meus meninos).
E os desenhos na folha ? ajudam-me é verdade a remeter ao ambiente
as bolinhas yin yang da Inês Bom, as espirais, os relógio do Dinis (qual "Persistência da Memória" de Dali), folhas riscadas, borradas, o mundo inteiro em quatro linhas.
a proliferação de interjecções, Oh! fulana

as 23 cenas principais

Cenas atribuídas na aula de 16 de Maio, e aqui compiladas pela Filipa e Constança...

# Cena

Constança

Filipa Cabecinha

1 - Beatriz

No pátio aluna informa que a escola ainda não aderiu aos jogos florais

No pátio que ainda não estão inscritos para os jogos florais

2 - Constança

No pátio vem informar que há um concurso de jogos florais e que aceita inscrição de um grupo

Alguém lança a ideia de se inscreverem

3 - Filipe

2 amigos combinam retirar uma carta da escola para falsificar o concurso –

Um quer bater no outro

4 - Duarte

Dois amigos querem bater-se um no outro –

Dois amigos combinam falsificar um documento da escola

5 - Filipa

Um grupo de amigos combinam falsificar a assinatura –

Falsificação do documento

6 - Francisco

Um miudo ouve a conversa de vários amigos –

Irmão ouve a amiga a contar tudo

7 - Inês

Irmandade de Santa Cecília – levar irmãos mais novos –

Cartaz

8 - Inês

Cena de bullying –

Bullying

9 - Joana

Sabota-se a mota do Nelo –

Um miudo quer sabotar a mota do mau

10 - João Carlos

João Carlos faz a gravação da voz de um professor -

Gravar a voz do professor na aula para fazer uma montagem

11 - JotaPê

À noite entram na escola para falsificar os emails. – JP

Cena à noite na escola para mandarem o documento falsificado aos pais

12 - Inês Mendes

No pátio um grupo de alunos fala sobre as falsificações. –

Conversa no pátio

13 - Madalena

Inscrevem-se ,mas a escola já se tinha inscrito, por isso têm de actuar duas vezes. Com perucas, bigodes, e óculos, etc. –

Inscrevem-se, mas a escola já se tinha inscrito, por isso têm de actuar 2 vezes (levam perucas e bigodes)

14 - Mariana

Betos anunciam que vão ao concurso da escola –

Betos anunciam que vão aos jogos florais

15 - Mónica Costa

Conversa betinhos e rufias sobre quem vai com papel ou não –

Dialogo de betinhos e rufias sobre quem vai aos jogos florais

16 - Patrícia

Os professores no local do palco encontram elementos do grupo de mentirosos –

Os professores encontram os mentirosos no palco nos jogos florais

17

18 - Sara

Cantam com bigodes e barbas para os professores não os reconhecerem. –

Cantam disfarçados

19 - Teresa Nóbrega

Poem os Betinhos a actuar, e como quem ganha é quem tem mais palmas, vai pôr as raparigas para ganhar –

Todos têm o mesmo numero de palmas

20 - João Filipe

Nelo tem um acidente e quem o safa é o menino a quem ele bateu –

O mau tem um acidente, quem o salva é o menino a quem ele bateu.

21

22

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24

25

26

27

A Constança e a Filipa escutaram as cenas que ía atribuindo aos colegas e fizeram a sua própria tabela. Deixaram a escrita da propria cena delas para depois, o que me pôs um bocado zangado. Mas depois eu num acto de contrição, pedi-lhes para me facultarem o óptimo trabalho que fizeram. Tal qual como na história, os professores não são donos da verdade, do tempo dos alunos, do que eles aprendem. O mundo está aí para ser desvendado, e tudo o que eles estão a fazer a cada momento está bem feito.

Tudo o que os meninos fazem. Fazem-no à maneira deles.

A grande lição desta peça está nisto: a liberdade que eles reclamam. O tempo que lhes é retirado para fazer o que gostam. Está aqui uma injustiça da nossa parte para com os nossos filhos.

Temos de ser nós a julgar a qualidade do tempo que eles querem gastar, mas primeiro há que os deixar fazer, ousar.

Nesta pasta encontra-se toidos os manuscritos que todos (do maior ao mais pequeno criaram na aula). Transcrevi o mais fielmente possível. (excepto os desenhos, e corrigindo erros ortográficos. Não são muitos).

Na enumeração e enunciação das cenas em aula o professor foi vago, provocando as questões dos alunos.

Há contradições, as cenas não são coerentes umas com as outras no tempo de acção, nos lugares, nos intervenientes. Aí os alunos imprimem por um lado a sua própria interpretação, por outro lado atribuem aspectos que só vieram enriquecer e tornar verdadeira a trama.

Professor, mas afinal os alunos já não vão para uma casa de fim de semana?

Pois parece que não porque vocês saíram desse aspecto da acção.

Escritas (muito) criativas ...

Foi em dois dias distintos : 16 e 30 de Maio de 2009, que os nossos
meninos estavam inparáveis, bem que podia chover papel, que eles
aproveitavam para escrever. Tal era a torrente de ideias.
Quanto aos conteúdos que passamos a publicar, tendo como estrutura
cada um dos 47 capítulos da nossa história, verifica-se uma execssiva
proliferação de personagens masculinos, mesmo quando os escritores
eram as raparigas.
Uns escreveram para os outros, mas também escreveram a pensar no seu
próprio papel. (Claro que a pensar no papel que pensam vir a ter,
porque nada está decidido).
Não é difícil atribuir características a estes personagens pois que
mesmo escrevendo para outros, eles estão a revelar tudo de si
próprios, e isso é lindo.
Tentei na minha posição de um coordenador ser muito discreto, não os
direccionar para além das exigências do capítulo/argumento.

Amanhã, 13 de Junho

SMS colectivo: Amanhã feriado em Lisboa, com Aula de Expressão
Dramática à hora e sítio do costume ;) ... bom descanso. Vosso
António Miguens